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🤫 Confesso: tenho um segredo que nunca disse a ninguém

Iniciado por Joana, Mai 02, 2026, 02:06 PM

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Joana

Há coisas que guardamos tão fundo que começamos a acreditar que nunca vão sair.
Não são coisas más. Não são coisas de que nos envergonhemos exactamente. São coisas que ficaram sem lugar — sem o contexto certo, sem a pessoa certa, sem o momento certo para existirem em voz alta.
Tenho uma dessas.
Há anos que vive comigo. Cresceu devagar, foi ficando mais detalhada, mais presente. Há noites em que é a última coisa em que penso antes de adormecer e a primeira coisa que aparece quando a guarda baixa.
Hoje vou contar.

Tenho 31 anos. Estou numa relação há dois anos com um homem que me trata bem e de quem gosto genuinamente. A nossa vida íntima é boa — não é extraordinária, mas é boa. Há conforto, há confiança, há carinho.
Mas há uma coisa que nunca lhe disse.
Uma fantasia que existe em mim de forma tão clara e específica que às vezes me surpreende a mim própria. Não é abstracta — tem cenário, tem detalhes, tem uma sequência que conheço de cor porque percorri tantas vezes.
Envolve perder o controlo completamente.

Não o perder o controlo do dia-a-dia — não é isso.
É aquele tipo específico de entrega que existe algures entre a confiança absoluta e o desejo puro. É a fantasia de estar completamente nas mãos de alguém que sabe exactamente o que está a fazer. Que não hesita. Que lê o meu corpo melhor do que eu própria.
Na minha cabeça começa sempre da mesma forma.
Estou em casa. É noite. Há uma luz baixa — velas, talvez, ou só a luz da rua a entrar pelas persianas. Há uma tensão no ar que não é desconforto — é antecipação. Aquela tensão específica de saber que algo está prestes a acontecer mas não saber exactamente quando nem como.
Ele entra.
Na fantasia é o meu parceiro mas não é — é uma versão dele que eu raramente vejo. Mais quieto. Mais presente. Com aquela atenção concentrada que as pessoas têm quando estão completamente focadas numa única coisa.
Eu sou essa coisa.

Não diz nada.
Cruza a divisão devagar e para à minha frente e há um momento — apenas um — em que os olhos se encontram e há um entendimento mútuo sem palavras. Uma pergunta e uma resposta que acontecem em silêncio.
A mão dele no meu rosto primeiro. Devagar. Como se estivesse a memorizar.
Depois desce pelo pescoço, pelo ombro, e há algo nesse percurso simples que me faz fechar os olhos porque a antecipação é quase insuportável.
"Fica quieta," diz ele. Baixinho. Sem dureza — mas sem margem para dúvidas.
Fico.

O que se segue é lento de uma forma que eu nunca experienciei na vida real.
Na fantasia ele toma tempo. Todo o tempo do mundo. Como se o único objectivo fosse descobrir cada reacção, mapear cada ponto, aprender o meu corpo com uma atenção que ninguém alguma vez me deu completamente.
Há momentos em que quero pedir mais — mais pressão, mais urgência, mais tudo — e não posso porque ele decidiu o ritmo e o ritmo é esse. E há algo nessa impossibilidade, nesse ceder do controlo mesmo dos próprios desejos, que é em si mesmo uma forma de prazer que não sei bem explicar.
É como se ao deixar de decidir todas as outras sensações ficassem mais intensas.
Como se a cabeça finalmente se calasse e houvesse só o corpo e o momento e ele.

Na fantasia ele conhece o momento exacto.
Não preciso de dizer — ele sabe. Há uma construção que vai aumentando, camada sobre camada, e quando finalmente chega é diferente de qualquer outra coisa. Não é uma explosão — é uma onda que começa fundo e se expande e dura mais do que devia ser possível.
Depois há silêncio.
Ele fica ao meu lado. Não diz nada — não precisa. Há uma mão no meu cabelo, um toque que é quase paternal na sua ternura, e eu fico ali a deixar o corpo voltar a si devagar.
É o fim da fantasia.
É também o sítio onde fico durante um momento antes de a vida real voltar.

Nunca contei isto a ninguém.
Ao meu parceiro não — porque tenho medo que não perceba, que ache estranho, que mude algo entre nós que está a funcionar bem. Às minhas amigas não — porque há coisas que parecem demasiado íntimas para existirem em conversa de grupo com café à mesa.
Fica aqui. Neste espaço entre mim e mim própria.
Até hoje.
Hoje decidi contar porque há qualquer coisa cansativa em guardar sozinha durante tanto tempo. E porque — espero — não sou a única.
Nunca somos a única. Mesmo quando parece que somos.

Têm um segredo desses? Uma fantasia que nunca disseram a ninguém porque não sabiam onde cabia?
Este é o sítio. Ninguém aqui vos conhece. Ninguém julga. Contem. 🔥

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